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Ninho do Urubu passa por vistorias para apurar irregularidades

Autoridades vão avaliar a necessidade de interditar o CT do clube, que matou 10 jovens e deixou três feridos na última sexta (8)

  • Repórter Tainá Ferreira
  • Data de publicação: 12 de Fevereiro de 2019, 15:53h
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Por Tainá Ferreira

Desde a manhã desta terça-feira (12), autoridades realizam uma vistoria no Ninho do Urubu para apurar irregularidades e definir se há necessidade de interdição no Centro de Treinamento do Flamengo. O local foi tomado pelo fogo após incêndio que teria começado por conta de curto-circuito no ar-condicionado. A tragédia matou 10 jovens e deixou três feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, não haverá coletiva para divulgar as informações. Como são muitas autoridades envolvidas na inspeção, cada uma enviará um relatório para o Ministério Público, que decidirá quais medidas serão tomadas. Além dos Bombeiros, participam da vistoria a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Defensoria Pública, a Polícia Civil, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do estado.

Além da vistoria, os investigadores ainda devem ouvir os depoimentos de funcionários do Flamengo que estavam no local na hora do incêndio, o gerente de patrimônio do clube e representantes da empresa responsável pela construção dos módulos onde os atletas dormiam. A finalidade é entender as condições que se encontravam as instalações e quais as equipes que prestavam serviço ao clube. A investigação está sendo conduzida pela 42ª Delegacia de Polícia, que fica no Recreio dos Bandeirantes (RJ).

Projetos enviados pelo clube à prefeitura do Rio de Janeiro, um em 2010 e o outro em 2018, não apresentavam os contêineres que pegaram fogo. Os papéis mostravam que no local seriam colocados um depósito, uma lavanderia, um escritório administrativo e a construção de um estacionamento. Na atualização da planta de 2018, o estacionamento passou a ocupar às áreas que onde seriam a lavanderia e a administração.

A prefeitura do Rio disse, em nota, que a licença obtida pelo Flamengo em abril do ano passado permitia apenas a construção de prédios, e não a utilização deles. Além disso, o Centro de Treinamento ainda estava em construção, e por isso não tinha a certidão que assegurava que o local estava pronto para ser habitado.

Ainda segundo a prefeitura, o Ninho do Urubu não tinha alvará de funcionamento e foi interditado em outubro de 2017. Desde então, o Flamengo foi multado 31 vezes e pagou 21 dessas infrações.

Em reunião realizada no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), na segunda- feira (11), o Flamengo decidiu proibir que atletas ou qualquer pessoas passem a noite no Ninho do Urubu. O clube também prometeu trabalhar na liberação de indenização aos familiares das vítimas “o mais rápido possível”.
 

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Desde a manhã desta terça-feira (12), autoridades realizam uma vistoria no Ninho do Urubu para apurar irregularidades e definir se há necessidade de interdição no Centro de Treinamento do Flamengo. O local foi tomado pelo fogo após incêndio que teria começado por conta de curto-circuito no ar-condicionado. A tragédia matou 10 jovens e deixou três feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, não haverá coletiva para divulgar as informações. Como são muitas autoridades envolvidas na inspeção, cada uma enviará um relatório para o Ministério Público, que decidirá quais medidas serão tomadas. Além dos Bombeiros, participam da vistoria a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Defensoria Pública, a Polícia Civil, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do estado.

Além da vistoria, os investigadores ainda devem ouvir os depoimentos de funcionários do Flamengo que estavam no local na hora do incêndio, o gerente de patrimônio do clube e representantes da empresa responsável pela construção dos módulos onde os atletas dormiam. A finalidade é entender as condições que se encontravam as instalações e quais as equipes que prestavam serviço ao clube. A investigação está sendo conduzida pela quadragésima segunda Delegacia de Polícia, que fica no Recreio dos Bandeirantes (RJ).

Projetos enviados pelo clube à prefeitura do Rio de Janeiro, um em 2010 e o outro em 2018, não apresentavam os contêineres que pegaram fogo. Os papéis mostravam que no local seriam colocados um depósito, uma lavanderia, um escritório administrativo e a construção de um estacionamento. Na atualização da planta de 2018, o estacionamento passou a ocupar às áreas que onde seriam a lavanderia e a administração.

A prefeitura do Rio disse, em nota, que a licença obtida pelo Flamengo em abril do ano passado permitia apenas a construção de prédios, e não a utilização deles. Além disso, o Centro de Treinamento ainda estava em construção, e por isso não tinha a certidão que assegurava que o local estava pronto para ser habitado.

Ainda segundo a prefeitura, o Ninho do Urubu não tinha alvará de funcionamento e foi interditado em outubro de 2017. Desde então, o Flamengo foi multado 31 vezes e pagou 21 dessas infrações.

Em reunião realizada no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), na segunda- feira (11), o Flamengo decidiu proibir que atletas ou qualquer pessoas passem a noite no Ninho do Urubu. O clube também prometeu trabalhar na liberação de indenização aos familiares das vítimas “o mais rápido possível”.

Reportagem, Tainá Ferreira